primavera em Bristol

Foram seis longos meses de frio, até que, num sábado de primavera, o calor resolveu aparecer. Começou como um dia qualquer: acordamos devagar, fizemos planos e saímos de casa carregando nossos casacos habituais. Apesar do inverno ter terminado há mais de um mês, as temperaturas baixas insistiam em se estender pela próxima estação.

Quando abrimos a porta da frente, não sentimos vontade de correr de volta pra dentro, ou de se abrigar no carro, ou de fechar o casaco até o pescoço. O vento que tocou nossos rostos foi um vento quente e suave - quase como um carinho. E, de repente, o mundo à nossa volta se tornou mais leve, colorido e cheio de possibilidades.

No centro de Bristol, onde acontecia um festival de música, muitos tiravam a camisa e dançavam animadamente sob a grama. Crianças nadavam no chafariz de roupa e tudo. E o detalhe é que não fazia nem 15 graus. Incrível como damos mais valor ao que é raro. E calor por aqui é raridade. :)

mais um pouquinho

Nos últimos dias, as nuvens saíram de cena e o sol virou o astro da vez. Eu e o Dudu aproveitamos pra pedalar o nosso caminho preferido - aquele que beira o rio e vai até o centro. Já tínhamos feito com chuva, vento e até mesmo neve, mas essa foi a primeira vez com sol.

De tão feliz, nem me importei que a última foto ficou estourada. Me lembra de como é não conseguir abrir os olhos por causa da claridade - algo raríssimo no chuvoso inverno inglês.

de bici no sol

Nunca imaginei que o sol poderia fazer tanta falta, até ele aparecer na sexta-feira. Logo de manhã, me encostei na janela e deixei os raios aquecerem minha pele - pensando há quanto tempo não sentia aquilo. De tarde saímos pra pedalar, mas, em grande parte do tempo, andamos empurrando a bicicleta - pra curtir ao máximo aquele dia diferente. :)